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Brasão do Carnaval a Cavalo
 
Bandeira do Clube Carnavalesco Bonfim
 
 
   
 

Tradicionalmente festejado há 169 anos (1840 – 2009), o Carnaval a Cavalo de Bonfim foi introduzido em nossa cidade por Pe. Chiquinho, que tencionava transformar a guerra entre mouros e cristãos em uma festa de cunho religioso.

O Carnaval a Cavalo é a maior festa da cidade, para orgulho e satisfação dos bonfinenses. São três dias, onde Cavaleiros e amazonas (essas conquistaram seu espaço mais ou menos a partir de 1940) desfilam na Praça da Matriz, vestidos em fantasias de veludo bordadas à mão, que assemelham-se a roupas de príncipes, montados em belos cavalos, e colocam sua bandeira em plena praça. Com confetes e serpentinas, “disputam” a atenção das pessoas e tentam conquistá-las e levá-las a participar com eles do Carnaval. No fim do terceiro dia, há a “batalha de confetes e serpentinas”, onde os cavaleiros desmontam, tiram seus dominós (máscaras que lhes encobrem o rosto em todos os dias) e brincam com o povo; essa brincadeira simboliza a conquista definitiva das pessoas. Após essa batalha, os cavaleiros montam novamente, recolhem sua bandeira e com lenços brancos, despedem-se do povo. É um dos momentos mais emocionantes do Carnaval a Cavalo, onde homem/cavalo/público se tornam um só ser, em busca da alegria!

A cada ano que passa, o Carnaval a Cavalo vem se destacando em reportagens televisivas e em renomados jornais; disputando espaço com Rio, Salvador, Recife, Olinda e muitos outros carnavais famosos, porém com enredo e participação muito diferentes do nosso.

O que jamais mudará em nosso carnaval é o clima de alegria e inocência que permeia o espírito de cada cavaleiro/amazona, de cada espectador, de cada turista, enfim, de cada bonfinense que se orgulha muito de ter como maior tradição o CARNAVAL A CAVALO e que faz e fará de tudo para que tal tradição nunca deixe de existir!!!

 
         
         
 
 
 
 
             
             
 
   
     
     
 
Não se pode falar sobre o Carnaval a Cavalo sem antes lembrar do tradicional “Bando”, que inicia-se 3 (três) domingos antes do dia de carnaval. Pode-se dizer que ele é uma sátira muito bem intencionada ao Carnaval a Cavalo. Enquanto este é ricamente ostentado, aquele se trata de uma réplica bastante engraçada e totalmente contrária ao nosso carnaval. Várias pessoas se fantasiam com máscaras de monstros, bruxas, roupas rasgadas e velhas, às vezes satirizando não só a cidade, mas também o país, montados em cavalos velhos, feios e magros.
 
         
         
 
 
 
 
             
             
 
   
         
         
 
No sábado de carnaval, acontece o desfile do Bloco do Zé Pereira, que difere dos blocos de “Zé Pereira’s” de outras cidades pelo aparecimento da “Generosa, diabo de negra teimosa” (verso de nosso conterrâneo Armando Nolasco Campos); trata-se de uma mulher negra e gorda que sai a pé, puxando o Cavalo de seu marido, o Zé Pereira. É o começo oficial de nosso Carnaval. Um bloco tradicional, muito divertido, embalado pelas melhores marchinhas de Carnaval.
 
         
         
 
 
 
 
             
             
 
   
         
         
 

No início da década de 90, alguns membros da Corporação Musical Padre Trigueiro e da Escola de Samba saíram da BatCaverna, um extinto bar da Rua de Baixo, e ganharam as ruas de Bonfim, anunciando a chegada do Carnaval com galhos de árvores, bananeiras e muita marchinha. Após ficar inativa durante alguns anos, agora, em 2011, ela ressurge para abrir alas para os outros foliões. Acorda, Bonfim!

 
         
         
 
     
       
       
 
   
         
         
  Até 1993, Bonfim não tinha nenhum bloco que saísse na segunda-feira de carnaval. Sentindo falta de uma folia maior nesse dia, Bolão, Zé Inácio, Chiquinho, Márcio do Bilé,Danilo do Bilé, Tonho Necreto, André "Déia", Luda Darci e outros,reunidos na casa do Guilherme do Zinho, decidiram vestir roupas de mulheres e saírem pelas ruas tocando marchinhas e sambas. Nos outros anos, Tchiura, Zabia, Cocão, entre outros,foram também pessoas importantes para o bloco, fazendo o papel de porta-bananeiras. Se no início parecia estranho, hoje a Banda Mole é o bloco mais esperado do Carnaval. De cerca de 10 integrantes em 1993, ela passou a ser formada por cerca de 5mil pessoas. Use a criatividade e faça parte dessa FOLIA!  
         
         
 
 
 
 
             
             
 
   
         
         
 

Desde 1985, a Escola de Samba Unidos Outra Vez colore e dita o ritmo de nosso Carnaval. Liderada por Maurício “Bolão” e fundada pelo Grêmio Recreativo Bonfinense (GREBON) e pela Turma da Pedreira, a Unidos renova seu corpo de ritmistas a cada ano, fundindo a experiência da Velha-Guarda com o vigor da Juventude. De vermelho e preto e com mesclas de dourado, ela marca nossa festa e não deixa o samba morrer. Neste ano, a Escola homenageia Vó Cristina, negra e parteira de fibra e fé.

GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA UNIDOS OUTRA VEZ
SAMBA DE ENREDO CARNAVAL 2011


TÍTULO : VÓ CRISTINA, NEGRA GUERREIRA DE FIBRA E FÉ
LETRA E MÚSICA : BOLÃO

MEU CAVACO CHOROU,
CHOROU, CHOROU
MAS FOI DE FELICIDADE        BIS 
PORQUE NA VERDADE ,
O CARNAVAL CHEGOU

BONFIM PEDE PASSAGEM 
PRÁ  EVOLUÇÃO,
LIBERDADE!
FASCÍNIO, FANTASIA, EMOÇÃO
NA CIDADE.

O POVO, SE FEZ MAIS FELIZ!
O SAMBA, É MINHA RAIZ.
DESCENDO AS LADEIRAS 
LÁ VOU EU,
BELEZA E SIMPATIA DEUS NOS DEU.

VÓ CRISTINA, NOS TROUXE  AO MUNDO
PRÁ BRILHAR! 
NEGRA GUERREIRA, DE FIBRA E FÉ
SALVE SENZALA! SALVE ESSA MULHER!

E ELA,
VEM EXPRESSANDO SUA ARTE
DERRAMA EM SEU ESTANDARTE,
TODA BELEZA E POESIA.

DESFILA, 
EM CORES FORTES SUA HISTÓRIA,
PASSADO VIVO NA MEMÓRIA
FAZ DO MEU PEITO MORADIA.

ETERNA,
LEMBRANÇA DE OUTROS CARNAVAIS
CANTAR DE NOVO NA AVENIDA,
NOSSOS ENREDOS IMORTAIS                                     
CHORA CAVACO, ARREPIA TAMBORIM                   BIS
ALEGRIA! ALEGRIA! NO CARNAVAL DE BONFIM

ÔÔ ÔÔ
SOU RUBRO NEGRO
EU SOU,
DESSA FOLIA, EU SOU FREGUES
É CAMPEÃ UNIDOS OUTRA VEZ!!!!

 
         
         
 
     
             
             
 
   
         
         
  A Tradicional Banda de Música é um dos orgulhos de Bonfim. Umas das mais antigas bandas de Minas Gerais, a Corporação Musical Padre Trigueiro dá o tom nas festividades, nas comemorações, nos momentos tristes, e nos momentos felizes da cidade de Bonfim.

A banda é uma escola de música, onde se formam e se formaram inúmeros artistas, sendo ela de grande importância cultural, social e cívica para todos na cidade.

No Carnaval a Cavalo a Banda é de grande importância. É ao som da Havaneira Bonfinense, apresentada pelos músicos, que o desfile fica mais emocionante.

A corporação Musical Padre Trigueiro foi fundada pelo padre Antonio José da Silva Trigueiro em 1885, juntamente com o colégio que teve seu nome. A banda teve momentos de paralisação, de decadência, mas conseguiu estabilizar-se. Hoje tem sede própria e situação estável. São considerados benfeitores da Corporação Musical Padre Trigueiro os cidadãos: José Maria Santos, João Figueiredo Nem e Lucio Urbano Silva Martins. Entre os músicos e mestres destacam-se: Luiz Gonzaga de Paula, Ana Lúcia Parreiras da Paz, Antonio Adão da Silva e Nelson Canuto.

Do livro “Diagnóstico do patrimônio cultural de Bonfim”, de Antonio de Paiva Moura